Princípio 1 – Trabalhar em Prol do Santos S/A

 

A chapa “O Santos Que Queremos” é a única concorrente à presidência do Santos que apoia o Projeto de Lei 5082-16. De autoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), o PL estabelece as condições e premissas para a transformação dos clubes de associações sem fins lucrativos em S.A.F.s (sociedades anônimas do futebol). Entusiasta do projeto, Nabil procura usar de sua influência no segmento para convencer personalidades, políticos e dirigentes sobre a importância da aprovação do projeto para a transformação do futebol brasileiro. Com isso, o candidato colocará o Santos na vanguarda dos grandes clubes do País.

O projeto permitirá que as agremiações busquem parceiros, se associem com grandes corporações ou abram seu capital para que os próprios torcedores se tornem sócios. O modelo fez com que clubes como Chelsea, Manchester City, Bayer de Munique, Borussia e Milan recebessem investimentos bilionários ou significativos aportes de capital estrangeiro. É esse o exemplo que o Santos irá seguir.

“O Santos Que Queremos” entende que o melhor modelo de S.A.F. vigente hoje no mundo é o do Bayern de Munique. Para gerir seu futebol, o gigante alemão criou uma empresa que tem como sócios a Adidas, sua fornecedora de material esportivo, a Allianz, que adquiriu os naming rights da sua arena e a Audi, montadora que o patrocina. Com 75% das ações, o Bayern detém o controle acionário da empresa. Ali as decisões são tomadas em colegiado, o que permite uma governança mais ágil e descentralizada.

Paralelamente à tramitação do projeto na Câmara, “O Santos Que Queremos” irá promover uma grande transformação administrativa no clube, preparando-o do ponto de vista financeiro, estatutário, gerencial e, até mesmo, emocional, para a implantação do novo modelo, que depende de aprovação do Conselho Deliberativo.

Estamos seguros que esse é o caminho que fará do Santos novamente o “maior clube das Américas” e um dos maiores do mundo, o que jamais deveria ter deixado de ser.

Princípio 2 – Preparar o clube para o futuro

 

“O Santos Que Queremos” será moderno, transparente, ágil, ético e eficaz. Para isso vamos promover um radical choque de gestão no clube. E o pontapé inicial dessa mudança será a realização de parcerias com escritórios de advocacia e renomadas consultorias, que nos apoiarão no processo de profissionalização e reorganização administrativa do Santos FC, na adequação estatutária as leis 13.151 e 13.155 e no apoio ao projeto de lei 5082/16, que transforma as atuais associações sem fins econômicos em sociedades empresariais, tema que vamos trazer para conscientização e debate com torcedores, sócios e Conselho Deliberativo, preparando o clube do ponto de vista legal, operacional, financeiro e emocional para um futuro próspero. O processo será aberto e democrático, com envolvimento e participação de toda a comunidade Santista.

Para atrair os melhores patrocinadores e futuramente grandes investidores, o clube precisa adequar-se às exigências do mercado corporativo e financeiro. Para isso, é necessária a implantação das melhores práticas de governança corporativa e compliance, posicionando o Santos FC em grande vantagem competitiva no futebol brasileiro.

Entre os processos fundamentais para a entrada do clube em uma nova era administrativa estão a profissionalização das estruturas; implantação de sistemas avançados de gerência e controle; auditoria séria e independente; RH profissional e autônomo; transparência nas contas e nos contratos que devem ser analisados pelo Conselho Deliberativo e a adequação às regulamentações e exigências do mercado de capitais nos procedimentos fiscais e contábeis, inclusive os internacionais.

Por si só, a adequação da administração e da governança às exigências do mercado em geral já trarão grandes benefícios ao Santos FC, independentemente da aprovação ou não de uma legislação específica para a atividade. E para liderar esse processo contamos com a experiência de Nabil, um empresário bem-sucedido com mais de 40 anos de experiência no segmento têxtil.

Mesmo que o mundo do futebol ainda não esteja preparado para a chegada das sociedades empresariais, teremos um grande fator de atratividade de patrocinadores e facilitação na obtenção de financiamentos incentivados.

O resultado de todo esse empenho será que o clube voltará a ser admirado por sua torcida e respeitado por seus adversários, além de tornar-se referência em gestão no futebol brasileiro do século XXI.

Votando em Nabil para presidente e Fabio Pierry para vice o Santos FC voltará a ser do tamanho que merece ser: grande e vitorioso.

Princípio 3 – Liderar a criação da liga

 

Ética, democracia, transparência e modernidade são os pilares de sustentação da candidatura “O Santos Que Queremos”. A eles podemos acrescentar mais um: coragem. Movidos por esse sentimento, colocaremos o Santos na liderança do movimento pela criação de uma Liga de Clubes no futebol brasileiro, exatamente o oposto do quem vem fazendo a atual administração, que sistematicamente boicota as iniciativas do mercado nesse sentido. A CBF e as federações estaduais não podem mais controlar o destino do esporte que é a paixão de milhões de brasileiros. Enquanto em 2016 a confederação registrou um faturamento de R$ 647 milhões, seu recorde histórico, a maioria das agremiações do Brasil passa por sérias dificuldades financeiras. Caso do próprio Santos, que acumula uma dívida que beira os R$ 500 milhões. Ao criar as ligas, os clubes ganham autonomia para comercializar namingh rights dos campeonatos, cotas de transmissão de TV, venda de placas de publicidade e outras receitas que hoje são controladas pelas federações, que repassam migalhas para os verdadeiros donos do espetáculo. Chegou a hora de todos se unirem e darem um basta a essa situação.

“O Santos Que Queremos” defende que o Brasil siga os passos dos principais mercados mundiais de futebol. Organizadas e mantidas pelos próprios clubes, as ligas europeias são um sucesso dentro e fora dos gramados. Segundo estudo da reputada consultoria Deloitte, as cinco maiores da Europa faturaram, juntas, EU 13 bilhões na temporada 2015/2016, um aumento de 12% em relação ao período anterior. A campeã em receita é a inglesa Premier League, com quase EU 5 bilhões de faturamento. Na sequência aparecem a alemã Bundesliga, com EU 2,7 bilhões, e a espanhola La Liga, com EU 2,4 bilhões. Em termos comparativos, em 2016 a Premier League arrecadou, sozinha, três vezes mais que a soma dos clubes brasileiros. Um cenário que senão for rapidamente alterado pode levar instituições centenárias, e com milhões de apaixonados, à bancarrota.

Outro exemplo que chama a atenção é da “novata” MLS. Mesmo num país com pouca tradição futebolística, o campeonato americano de futebol registrou públicos superiores aos do último Brasileirão. Organizada pelas franquias, cada jogo da liga na temporada passada teve média de 21,6 mil torcedores, contra 15,2 mil do torneio vencido pelo Palmeiras. Ou os clubes brasileiros se unem de vez e quebram o monopólio da CBF e das federações ou então se tornarão nanicos num mercado que não aceita mais improviso e amadorismo. Por um Santos forte, autônomo e senhor dos seus destinos, vote Nabil e Pierry.

Princípio 4 – Implementar o voto à distância

 

A implantação do voto à distância on-line é um dos principais compromissos que “O Santos Que Queremos” assume com todos os sócios do Santos FC. Um clube com associados espalhados por todo o território nacional e, até mesmo, no exterior precisar oferecer essa alternativa para que todos possam participar da vida política do clube, seja em eleições presidenciais ou, por exemplo, em processos de alteração estatutária. Essa participação é fundamental para o fortalecimento do próprio quadro associativo, que sempre que chamado poderá acompanhar e interferir nas decisões mais relevantes da instituição, mesmo que esteja a milhares de quilômetros de distância da Vila Belmiro.

Não é de hoje que Nabil e Fábio Pierry defendem a votação pela internet. Em 2014 eles lideraram o grupo de conselheiros que lutou por essa inovação nos pleitos do Santos FC. Mas foram derrotados pelo atraso, retrocesso e provincianismo daqueles que querem manter o Santos FC como um patrimônio exclusivo próprio. O resultado disso se refletiu nas últimas eleições realizadas em 2014. Menos de 30% dos eleitores comparecem às urnas na disputa que elegeu o atual presidente. O vitorioso contabilizou 1321 votos em um colégio eleitoral composto por 19 mil sócios, cerca de 7% do total. Situação semelhante ocorreu na assembleia que aprovou o novo estatuto, realizada em março de 2011.

Inúmeras entidades e associações já adotaram essa modalidade de decisão. No futebol, os cases mais famosos do Brasil são dos gaúchos Internacional e Grêmio. O Colorado foi pioneiro ao adotar o voto à distância por correspondência, em 2010. Mas hoje o modelo de votação mais eficaz e abrangente do País é do arquirrival Grêmio, que usou a internet para conectar milhares de eleitores gremistas espalhados pelo Brasil e pelo mundo afora. Um ponto que precisa ser destacado é a segurança do projeto. Todos os processos eleitorais, sejam pré, durante ou pós votação, podem ser auditados e validados por empresas especializadas. Os dados ficam à disposição de qualquer um que os requisite. O Santos FC não pode ter suas decisões mais importantes nas mãos de menos da metade de seus associados, a maioria deles concentrados na Baixada Santista. O voto à distância é a forma mais segura, ágil, barata e democrática para incluir todos no centro da tomada de decisões que irão impactar o próprio futuro do clube. É esse “O Santos Que Queremos”.

Princípio 5 – Aumentar a média de público

 

A chapa “O Santos Que Queremos” tem como uma de suas principais plataformas o rápido aumento da média de público dos jogos do Santos FC como mandante, para pelo menos 15 mil pagantes. Nossa média nos últimos dez campeonatos brasileiros é muito abaixo disso: 9.259 torcedores. Um clube dessa grandeza não pode continuar atuando para menos de dez mil torcedores, enquanto rivais diretos como Palmeiras e Corinthians apresentam médias superiores a 30 mil em seus remodeladas arenas.

Principalmente porque no futebol moderno, precisamos aumentar significativamente nossas rendas e receitas, até para podermos manter o time do Santos FC qualificado e competitivo.

Para mudar esse cenário se torna fundamental a realização de mais de 50% de jogos na cidade de São Paulo, na Grande São Paulo, interior e até mesmo em regiões que concentram grande quantidade de torcedores santistas, como o norte do Paraná, por exemplo. A Vila Belmiro continuará sendo a casa do Santos FC, mas dividirá os mandos do time com as praças citadas acima.

A realização de mais jogos na maior cidade da América do Sul é essencial, pois a Grande São Paulo concentra a maior parte da torcida santista, além das grandes empresas e o mercado publicitário. Garantirá também maiores arrecadações, maior exposição da marca e permitirá ações consistentes para captação e fidelização de um maior número de sócios-torcedores. E nessa estratégia o uso do Pacaembu será fundamental, inclusive com a realização de clássicos e jogos decisivos. Nabil conversa com a Prefeitura para que a licitação em curso para cessão do equipamento seja suspensa até o término das eleições do clube. Além do Pacaembu, ao menos no Campeonato Paulista o clube deverá se apresentar no ABC, em cidades do interior do estado e do norte do Paraná. Cada jogo nessas localidades deve ser encarado como uma grande oportunidade para captação de novos sócios e fidelização dos já existentes, além de aproximar o clube do torcedor.

Outro ponto que receberá bastante atenção da gestão Nabil é o sistema de comercialização de ingressos. Além da criação e descentralização de pontos de venda física, será feito um grande investimento em venda on-line. A ideia é que até o final do primeiro ano da gestão, a maior parte da venda de entradas seja feita pela internet, eliminando filas e os tradicionais transtornos que a torcida enfrenta para ver de perto a sua paixão.

Princípio 6 – Parceria para o uso do Pacaembu

 

A candidatura “O Santos Que Queremos” rejeita a construção de um novo estádio em Santos ou em qualquer outra cidade. A média histórica de público na Vila Belmiro, abaixo dos dez mil pagantes, somada a baixa demanda por grandes shows e eventos na Baixada Santista são complicadores para o projeto de uma nova e cara arena nos moldes das que foram construídas para a Copa do Mundo de 2014. Não há garantia de retorno financeiro para o clube em médio ou mesmo longo prazo.

O Santos FC precisa atuar com regularidade em um estádio de grande porte, que permita maiores arrecadações de bilheteria e geração de outras receitas paralelas. Por isso Nabil e Fábio Pierry defendem que o clube assuma a gestão do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Nabil, inclusive, conversou com o secretário municipal de Esportes, Jorge Damião, que deu seu aval para que o clube alugue o Pacaembu. A proposta da “Santos Que Queremos” é que o Santos FC administre por três anos apenas a área do estádio de futebol. O investimento na locação seria equacionado com o aumento de receita de bilheteria e com a eventual locação do equipamento para os clubes rivais que desejem utilizá-lo. Ao assumir o Pacaembu, o Santos FC realizará uma série de melhorias, como a instalação de novos banheiros, bares, restaurantes e áreas de convivência. Nos dias de jogos promoverá o match day¸ com food trucks, lojas de material esportivo e produtos licenciados. O clube também fará ações para captação de novos sócios e promoções para fidelizar os já existentes.

A Vila Belmiro também não será esquecida. Nabil e Fabio Pierry têm um projeto para remodelação do nosso velho e querido Alçapão. O pilar dessa iniciativa será a transferência de toda área administrativa da Vila para um novo prédio no CT Rei Pelé. Os espaços serão ocupados por bares, restaurantes e lounges. Haverá também melhorias nos banheiros, circulação e mobilidade no entorno e área interna do estádio. Criticados pela torcida, parte dos camarotes será retirada. Com isso os adversários voltarão a sentir a conhecida pressão do Caldeirão. O custo dessa repaginação será dividido entre o clube e os parceiros que irão explorar comercialmente a “Nova Vila”. Faremos tudo para colocar o nosso Santos FC no mesmo nível ou até em vantagem em relação aos seus principais rivais do estado.

Princípio 7 – Choque de gestão – Governança

O Santos FC vive uma de suas maiores crises financeiras. Nos últimos meses o clube viu seu endividamento aumentar exponencialmente. Nem a receita da negociação de jogadores como Thiago Maia, Gabigol e o valor obtido via mecanismo de solidariedade da Fifa na transferência de Neymar para o PSG aliviaram o cofre santista. Desde 2015, o Santos FC atrasa com frequência o pagamento dos salários de jogadores e funcionários, o que gera instabilidade e insegurança para os atletas e colaboradores. Para um clube com uma dívida aproximada de R$ 500 milhões não há outra alternativa senão promover um radical choque de gestão. O ponto de partida será a renegociação do passivo atual. “O Santos Que Queremos” irá desenvolver um plano de pagamento para os débitos de curto e médio prazo, com prioridade para as dívidas e empréstimos bancários, os que carregam as maiores taxas de juros do mercado.

Além disso, Nabil e Fábio Pierry irão trabalhar para que já em 2019 o clube atinja o superávit operacional. Traduzindo. Comece a apresentar lucro em sua operação. Entre as medidas para que o clube entre no azul estão a análise e reestruturação do atual quadro de funcionários, hoje composto por quase 700 empregados; enxugamento da folha salarial que beira os R$ 8 milhões/mês, há colaboradores com salários próximos a R$ 100 mil, valores muito acima da média de mercado; revisão dos contratos com os atuais fornecedores, sempre buscando economia para o Santos FC; incremento das receitas de marketing, patrocínio e licenciamento; aumento da arrecadação de bilheteria com a realização de mais jogos no Pacaembu e valorização dos contratos de direitos de transmissão, especialmente os de TV aberta. O Santos não pode, por exemplo, receber menos da metade do que Flamengo e Corinthians recebem hoje.

Outra iniciativa de Nabil e Fábio Pierry será a transformação da sub-sede de São Paulo, atualmente sub-aproveitada, em um núcleo de prospecção e captação de receitas e negócios. No local funcionará a nova gerência comercial do clube, departamento que abrigará as áreas de marketing, vendas, novos negócios e relacionamento com mercado. O grande objetivo é preparar o Santos FC para o futuro, com ações que resgatem sua credibilidade com patrocinadores e investidores. Com a adoção de melhores práticas de gestão e governança, o Santos FC atrairá melhores patrocínios e mais investimentos que serão fundamentais para a redução da sua dívida e para montagem de elencos competitivos. Esse círculo virtuoso resgatará a confiança da torcida e trará bons resultados dentro e fora de campo.

Princípio 8 – Priorizar sócios e embaixadas

 

Em 2012, o Santos FC tinha em seu cadastro cerca de 60 mil sócios-torcedores ativos. Esse número o colocava entre os três maiores do País no segmento. Era o líder do ranking entre os rivais paulistas. O programa se tornou em uma das maiores fontes de receita do clube. Meia década depois a realidade, infelizmente, é outra. Segundo dados do “Movimento por um Futebol Melhor”, hoje o Santos FC ocupa apenas a 13ª colocação no Torcedômetro, índice que afere o contingente de sócios cadastrados de cada agremiação participante do projeto. Com apenas 23,5 mil associados, o Santos FC está atrás de times com torcidas muito menores, como Coritiba e Sport. Esse viés de queda precisa ser estancado e revertido.

Para isso, “O Santos Que Queremos” propõe uma ampla remodelação no programa Sócio-Rei. O objetivo é ao menos triplicar a base atual de sócios, recolocando o clube entre os primeiros no Torcedômetro. O primeiro passo para isso será a implantação de um novo modelo de fidelização, com a incorporação de novas empresas parceiras e a criação de um sistema de milhagem que valorize e premie os associados que comparecerem a um maior número de jogos. Utilizaremos também uma ferramenta de pontuação por distância. Ou seja. Quanto mais distante estiver do local da partida, mais pontos no programa o sócio receberá. Com isso, ao final da temporada ganhará mais prêmios e vantagens. Com mais jogos no Pacaembu esse sistema beneficiaria até o Sócio-Rei residente em Santos. Outro ponto que ganhará atenção especial será a redução da inadimplência. Hoje mais da metade do quadro não está com as suas mensalidades em dia. Nabil e Pierry vão trabalhar para que em três anos esse índice seja reduzido a 10%. Tidas como estratégicas para o crescimento e nacionalização da marca Santos FC, as embaixadas do clube também receberão atenção especial. O objetivo é chegar a 2020 com ao menos três vezes mais representações do clube por todo território nacional do que há hoje. Além de serem pontos de encontro da torcida longe da sede oficial do clube, as embaixadas terão papel fundamental na captação de novos sócios e funcionarão como centros de debate da vida esportiva e política do Santos FC. Serão criadas também novas modalidades de associação como o Torcedor Rei, categoria mais popular com valores mais acessíveis, e o Torcedor Mirim, que tem como foco as crianças e adolescentes, os santistas do futuro.

Alvo de críticas dos associados, o atual contrato de prestação de serviço com a empresa que faz a gestão do Sócio-Rei será auditado e revisto, inclusive com a possibilidade de encerramento caso comprovado que é lesivo ao clube. Fora de campo, o sócio é o maior patrimônio que um clube pode ter. E na gestão Nabil/Pierry será tratado com o cuidado, carinho e respeito que o associado do clube brasileiro mais famoso do planeta merece.

Princípio 9 – Manter a tradição da base

Se há algo de que todo santista se orgulha é a tradição do clube para revelar novos talentos. Essa é uma das características mais marcantes do nosso DNA. Poucos clubes do mundo formaram tantos gênios e craques quanto o Santos FC. E nenhum deles um Rei. Mas além de Pelé, saíram das divisões de base do alvinegro praiano atletas que entraram para a história do futebol mundial. É uma galeria sem fim, que teve início no incrível time do final dos anos 20 e seguiu com ídolos como Zito, Pepe, Coutinho, Edu, Clodoaldo, Juary, Pita, Diego, Robinho até chegar a Neymar, a maior estrela brasileira do século XXI. Mas essa inesgotável fonte de raios corre sérios riscos. Nos últimos anos, a nossa Joia da Coroa vem sofrendo com o descaso, compadrio e falta de profissionalismo.

O Santos Que Queremos” vai dar um basta nessa situação. Uma das principais propostas de Nabil e Fábio Pierry para a base será a transferência de todo o departamento para o CT Rei Pelé. O elenco de profissionais irá para um outro local, que será construído nos arredores de Santos. O local do atual CT Meninos da Vila será utilizado como moeda de troca para a aquisição de um novo terreno. A intenção é que os garotos possam usufruir de toda a estrutura, conforto e apoio hoje à disposição dos jogadores do time principal. Graças à excelente localização do CT Rei Pelé, os meninos terão toda a facilidade para se deslocar, até mesmo de bicicleta, meio de transporte muito popular em Santos, ao seu novo local de treinos, jogos e concentração. Outra vantagem será a proximidade com as escolas, pois além de jogadores nosso compromisso é formar e preparar seres humanos para a vida, dentro ou fora dos gramados. A educação dos jovens valores é um dos princípios fundamentais do Código de Ética e Conduta do clube.

O sistema de captação de talentos também sofrerá grande transformação. A proposta é acabar com as antiquadas e suspeitas “peneiras”, que sofrem com a influência direta e nem sempre benéfica de empresários e amigos de técnicos e diretores do clube. Será implantado um novo modelo em que os garotos passarão por rigorosos testes de aptidão física e técnica. Todo o processo será conduzido por profissionais capacitados e preparados para a função. Na gestão Nabil, o Santos terá no mínimo 70% dos direitos econômicos de cada jovem atleta, acabando com o fatiamento com agentes e investidores. A gestão repassará à base 70% do valor de cada transferência indireta de um atleta revelado pelo Santos FC pelo mecanismo de solidariedade da Fifa e 20% das receitas da venda e empréstimo de garotos formados pelo clube.

Outro tema que receberá grande atenção são as franquias Meninos da Vila. As unidades passarão a ser tratadas como mini CTs avançados do clube. Seguirão as mesmas normas e padrões de qualidade implantadas na “matriz” em Santos. Cada uma delas será gerenciada por um treinador formado pela nova escola de técnicos que será criada por Nabil e Pierry (saiba mais no Princípio 10). Com isso as franquias se tornarão centros de captação de novos talentos, sem deixar de lado sua missão sociorrecreativa. Só com profissionalismo, paixão e trabalho voltaremos a ter uma base forte, respeitada e admirada. E que, principalmente, crie ídolos para a torcida e gere dividendos e receitas para o clube.

Princípio 10 – Implementar escola de técnicos

O Santos FC se tornou mundialmente famoso pelo seu estilo alegre, ousado e irreverente de jogar futebol. Não por acaso é o time que mais marcou gols na história. Foram mais de 12,3 mil tentos assinalados em 105 anos de glórias e conquistas. O conceito Santos FC de jogar precisa ser implantado e assimilado desde o atleta mais novo da base até o elenco de profissionais do clube. Esse será um dos principais focos da pioneira escola de treinadores que será criada na gestão “O Santos Que Queremos”. Inspirada no programa desenvolvido pela União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), a academia de técnicos terá como objetivo formar e preparar profissionais para implantar o estilo Santos FC de futebol em todos os níveis do clube. Será a primeira experiência do tipo no Brasil.

O principal objetivo de Nabil e Fábio Pierry é formar os treinadores que irão revelar os nossos futuros craques. Hoje em dia esse trabalho é feito por profissionais que nem sempre estão aptos e preparados para exercer uma função vital para uma equipe formadora como o Santos FC. Esses novos técnicos terão a missão de uniformizar o padrão de jogo em todas as divisões e categorias do clube, desde o sub-11 até o profissional. Com isso, todo o atleta do Santos FC, seja ele fraldinha ou jogador do time principal, terá incorporado em seu estilo o DNA ofensivo e o jeito irreverente de jogar do Santos FC. Seria algo similar ao que o Barcelona faz em suas divisões de base, as chamadas “canteras”. Desde cedo os técnicos ensinam aos jogadores o método de jogo do Barça, baseado em posse de bola e toques rápidos e precisos em direção ao gol. Depois de formados e prontos para trabalhar no clube, a Academia de Técnicos do Santos FC emitirá certificados que também habilitarão os profissionais a atuar em outras equipes brasileiras e até mesmo do exterior, algo até então inédito no mercado brasileiro. Para isso, realizará parcerias e intercâmbios que validem essa certificação com outras entidades que desenvolvam trabalho semelhante, como a própria UEFA, por exemplo. Hoje a instituição ministra o curso mais renomado do mundo. Países como Itália, Espanha, Alemanha, Inglaterra e França só contratam profissionais que apresentem o certificado UEFA PRÓ, o mais alto grau do programa.

Referência na arte de jogar bola, a proposta de Nabil e Fábio Pierry é fazer do Santos FC um modelo a ser seguido no segmento de formação de treinadores no Brasil, área em que o País ainda engatinha quando comparado aos grandes centros do futebol mundial. Não por acaso é uma das atividades mais instáveis do mercado esportivo. Chegou a hora de recuperarmos nosso protagonismo e influência no cenário futebolístico brasileiro e sul-americano. E para isso vamos revelar talentos dentro e fora das quatro linhas.

Princípio 11 – Intercâmbio com grandes clubes

O Santos FC pode se orgulhar de até hoje ser o único time do Brasil, e até mesmo da América do Sul, que despertou a curiosidade e o interesse dos gigantes do futebol mundial. Até o começo da década de 70 era comum ver técnicos e dirigentes de equipes europeias visitando a Vila Belmiro para tentar entender as razões do sucesso de um clube de uma cidade média que não é capital de estado ou país. Mas, infelizmente, nas últimas décadas perdemos o protagonismo até mesmo no futebol brasileiro. Para voltar a ser referência, “O Santos Que Queremos” irá buscar aquilo que de mais moderno e inovador é feito hoje no futebol mundial.

A proposta de Nabil e Pierry é promover intercâmbio técnico e de gestão com clubes europeus de perfil semelhante ao do Santos FC. São agremiações com tradição de revelar ou trabalhar com jovens talentos e que tem sedes em localidades que não são o centro político e financeiro de seus países. Nesse escopo se encaixam equipes como o Porto, de Portugal, o Borussia Dortmund, da Alemanha, o Liverpool, da Inglaterra e até mesmo o Barcelona, da Espanha. Além de absorver o que de melhor desenvolvem no aspecto técnico do jogo, como metodologia de treinamento, processo de formação de atletas e gerenciamento do departamento de futebol, os profissionais do Santos FC poderão aprender na prática como é o dia a dia de uma instituição que abriu seu capital para o mercado. Dos clubes citados, apenas o Barça não é S/A. Outro ponto que merecerá atenção especial é o trabalho desenvolvido pelos departamentos de marketing desses clubes para que mantenham as altas médias de público nos campeonatos que disputam. Com 580 mil habitantes, a alemã Dortmund tem uma população pouco maior que a de Santos. Apesar disso o Borussia apresenta a espantosa média de mais de 80 mil pagantes por jogo, uma das maiores do mundo. Enquanto isso o Santos FC, que além de ser um dos clubes mais conhecidos do mundo tem sua sede em uma cidade com potencial turístico, joga para pouco mais de sete mil pessoas por partida na Vila Belmiro. Essa situação precisa ser urgentemente mudada. Para isso vamos nos inspirar nas melhores práticas implantadas por clubes que tem expertise em motivar e gerar atratividade para seus torcedores.

Em contrapartida, os europeus virão ao Brasil para conhecer melhor nossa avançada fisiologia e medicina esportiva, referências no tratamento e recuperação de jogadores que sofrem graves lesões, e também para refinar a técnica dos seus jovens atletas. Na Europa, a maioria dos clubes foca seus treinamentos nos aspectos táticos do jogo. Em Santos, poderiam absorver um pouco da ginga, da técnica e do futebol arte dos garotos santistas, pois ousadia e irreverência fazem parte do DNA dos moleques revelados pela melhor base do Brasil. O intercâmbio também prevê a ida dos jovens talentos do clube para estágios em times europeus, e vice e versa, além da disputa de torneios entre equipes dos dois continentes. O mundo precisa redescobrir a grandeza do Santos FC. Temos muito para ensinar e aprender. Nabil e Pierry vão recolocar o clube no mapa planetário do futebol.

Princípio 12 – O Santos Que Queremos

Aprovado por unanimidade pelo Conselho Deliberativo e por esmagadora maioria na Assembleia Geral dos Sócios, o novo Estatuto Social do Santos FC foi considerado um dos mais avançados do futebol brasileiro quando entrou em vigor, em 2011. Prova de sua modernidade é que alguns de seus princípios e resoluções inspiraram a Lei 13.155, também conhecida como Profut. Sancionada em 2015, o dispositivo permitiu a renegociação do passivo tributário dos clubes brasileiros mediante uma série de compromissos e contrapartidas financeiras e gerenciais que foram assumidas pelas agremiações que aderiram ao refinanciamento das dívidas fiscais e tributárias previstos pela lei.

 A atual Constituição do Santos FC é norteada por três grandes premissas: democracia, transparência e inovação.  É democrática porque instituiu a proporcionalidade na eleição do Conselho Deliberativo. Até 2010, a candidatura vencedora fazia 100% das cadeiras do conselho. Hoje as vagas são divididas de acordo com a votação de cada chapa concorrente. Sócios com um ano de associação ganharam direito à voto. Anteriormente eram necessários três anos para que pudessem participar da vida política do clube. E foram os próprios sócios que, em votação da Assembleia Geral, aprovaram o documento, algo inédito na história da entidade.  E os associados ganharam poder para participar de outras decisões que impactem o dia a dia do clube. Outro grande avanço foi o fim das reeleições eternas. O presidente só tem direito a concorrer a um segundo mandato. O documento também instituiu o voto à distância, que permite aos associados fora de Santos e São Paulo possam mesmo longe da sede decidir os rumos e destinos do Santos FC. 

No item transparência, o estatuto descentralizou a governança. Novos órgãos foram criados, como o Conselho Gestor, colegiado que toma as principais decisões do clube; o Conselho Fiscal, que analisa e emite pareceres sobre a gestão financeira da agremiação e a ouvidoria, que é fundamental para a garantia da lisura e a correção dos processos administrativos da instituição. Essa configuração cria um sistema de freios e contrapesos que impede um determinado poder de se sobrepor ao outro, criando um ambiente que favorece a autorregulação, cooperação e monitoramento das atividades de todos os atores do universo político e administrativo do Santos FC. A exemplo dos poderes da República, Executivo, Legislativo e Judiciário, cada órgão mantém sua autonomia sem deixar de ser fiscalizado e monitorado pelo outro.

O documento formaliza também uma série de inovações, como a criação das Embaixadas, as representações do clube fora de Santos e de São Paulo capital e prevê a implantação de fundação ou entidade de propósito específico para uso do esporte como ferramenta de inclusão e responsabilidade social. Clubes como Barcelona, Juventus de Turim e Inter de Porto Alegre já desenvolvem projetos com essa finalidade.  Candidato a vice do “O Santos Que Queremos”, Fábio Pierry foi um dos membros mais ativos e atuantes da comissão que debateu e estabeleceu as bases do novo estatuto. Com Nabil irá lutar para que a constituição santista seja cumprida e respeitada em sua totalidade, impedindo que manobras oportunistas e antidemocráticas desvirtuem sua concepção ou desfigurem seus princípios e objetivos. O Santos FC precisa seguir no caminho da transparência, democracia e inovação, elementos que compõem o DNA e a essência da nossa candidatura.